terça-feira, 11 de outubro de 2016

4 - MEDO-PÉRSIA

7 POTÊNCIAS MUNDIAIS DESCRITAS NA BÍBLIA (SÉRIE)


Sumário: Introdução. I – História do Império Per­sa. II – Geografia do Império Persa. III – O Império Persa e os judeus. IV – Fim do Império Persa.

INTRODUÇÃO
Com a destruição do Império Babilônico surge uma nova superpotência no Médio Oriente. A coligação medo-persa transforma-se, rapidamente, em um vastíssimo reino. No tempo de Assuero, por exemplo, a Pérsia dominava sobre 127 províncias, da índia à Etiópia. Jamais surgira reino de tão dilatadas possessões!

Durante o Império Persa, os judeus foram tratados com longanimidade e condescendência. Permitiam-lhes os soberanos persas, por exemplo, as manifestações de sua religiosidade e tradições nacionais. Nesse período, obtêm os dispersos de Judá permissão para voltar à amada e inesquecível Terra de Israel e reconstruir o santo Templo e suas casas.

Como todo o poderio humano é efêmero, o Império Persa não deixaria de exalar o último suspiro. Em seu lugar, outro reino emergiria. A História vai sendo escrita com a ascensão e queda dos impérios. A soberana vontade do Todo-poderoso, entretanto, permanece incólume e absoluta.

I – HISTÓRIA DO IMPÉRIO PERSA
O capítulo dez de Gênesis é conhecido como a genealogia das nações. Nele, estão registrados os nomes dos principais patriarcas da raça humana. Não encontramos, porém, nessa importante porção das Sagradas Escrituras, o cadastro da ancestralidade persa. Julga-se, por isso, ter a Pérsia começado a formar-se séculos após a dispersão da Torre de Babel.

A nação persa é o resultado da fusão de povos oriundos do Planalto Iraniano: cassitas, elamitas, gutitas e lulubitas. A mais antiga comunidade persa é a de Sialk. Por muitos séculos, esse povo esteve envolvido em completo anonimato. Suas alianças políticas variavam de acordo com as tendências da época. Ao aproximar-se da Média, contudo, começa a descobrir o valor de sua nacionalidade e as suas reais potencialidades.

A Pérsia, durante o Império Babilônico, não passava de um Estado vassalo da Média. Ambas as nações, porém, mantinham, até certo ponto, uma convivência pacífica, em virtude de possuírem algumas heranças comuns: eram indu-europeias e dedicavam-se à criação de gado cavalar. Com o passar dos tempos, todavia, os persas aumentam o seu poderio e começam a desvencilhar-se dos tentáculos medos.

Ciro II, rei da Pérsia entre 559 e 530 a.C
Ciro II consegue, em 555 a.C, reunificar as várias tribos persas. Sentindo-se fortalecido, lança-se sobre a Média. Depois de três anos de renhidas batalhas, derrota-a. A vitória desse monarca é tão retumbante, que causa espécie em toda a região. Temerosos, os reinos vizinhos reúnem-se com o objetivo de formar uma aliança para frustrar as intenções hegemônicas do novo reino.

Perspicaz e oportunista, Ciro II move uma guerra generalizada contra essa coligação, abatendo-a em seu nascedouro. Em uma bem sucedida série de ataques relâmpagos, derrota a Lídia e a Babilônia. Espantadas com o ímpeto bélico desse monarca, Esparta e Atenas firmam um acordo de paz com a Pérsia.

Dario encarrega-se da conquista de Babilônia. Na noite de 538 a.C. esse importante general de Ciro II, aprovei­tando-se da embriaguez de Belsazar e de seus nobres, conquista a mais bela e suntuosa cidade daquela época. O príncipe babilônico, conforme previra o profeta Daniel, é deposto e morto. O Todo-poderoso servira-se dos persas para contar, pesar e dividir o império fundado por Nabopolassar.
Condescendente, Dario resolve poupar a vida do pai de Belsazar. Na fatídica noite da queda de seu reino, Nabonido encontrava-se em viagem, realizando (quem sabe?) escavações arqueológicas, pois deliciava-se com o estudo das coisas antigas. Desterrado para a Carcâmia, seria nomeado, posteriormente, um dos governadores regionais do novo soberano.

Inicialmente, Dario foi designado, por Ciro II, para governar Babilônia. Enquanto isso, consolidava os alicerces do poderio medo-persa. É bom esclarecermos que a Média, apesar de derrotada pela Pérsia, uniu-se a esta, imediatamente, para conseguir a hegemonia do mundo de então.

Ciro II, conforme já dissemos, mostrava-se tolerante com os vencidos. Procurava tratá-los com dignidade e consideração. Souto Maior traça o perfil desse controvertido persa: “Ciro foi, é verdade, um conquistador, porém não teve o aspecto primário dos monarcas guerreiros de sua época. Sua dominação se fazia opressiva pelas obrigações econômicas exigidas, o que aliás explica as constantes revoltas. Contudo, seu imperialismo era sem dúvida superior ao primitivismo cruel dos conquistadores assírios.”

Quando de sua morte, em 529 a.C, o Império Persa já abarcava infindáveis possessões.

II – GEOGRAFIA DO IMPÉRIO PERSA
Portão de Xerxes
 Documentos desenterrados nas últimas décadas reve­lam-nos existirem duas Pérsias. A Grande Pérsia, localiza­da no Sudeste do Elã, e que correspondia à área ocupada atualmente pelo Irã. Por seu turno, a Pequena Pérsia limi­tava-se, ao Norte, pela Magna Média.

Em um sentido amplo, o território persa compreendia o planalto do Irã, toda a região confinada pelo Golfo Pérsi­co, os vales do Tigre e do Ciro, o mar Cáspio e os rios Oxus, Jaxartes e Indo. No tempo de Assuero, marido de Ester, as possessões persas estendiam-se da índia à Grécia, do Da­núbio ao Mar Negro, e do Monte Cáucaso ao Mar Cáspio ao Norte e atingia, ainda, o deserto da Arábia e Núbia.

III – O IMPÉRIO PERSA E OS JUDEUS
Durante a dominação babilônica, os judeus não goza­vam de muitas prerrogativas. Com muito custo e, enfren­tando grandes dificuldades, conseguiram manter sua reli­gião e suas tradições nacionais. Em seus 70 anos de exílio, os filhos de Abraão foram provados, aliás, dura e inumana­mente.  Reconheceram, entretanto, quão amargos frutos colhiam em conseqüência de sua idolatria e que não existe outro Deus, além do Santo de Israel.

Império Persa Antigamente
Com a ascensão do Império Persa, descortinam-se-lhes novos e promissores horizontes. O Senhor usa o rei Ciro para autorizar-lhes o regresso a Sião. No primeiro ano de reinado desse ilustre soberano, os filhos de Judá são li­berados a retornar à terra de seus antepassados. A frente dos repatriados, ia o governador Zorobabel que, nos anos subseqüentes, seria o principal baluarte da reconstrução do nosso Estado Judaico.

Não fosse a liberalidade de Ciro, tratado por Deus como “meu servo”, os judeus não teriam condições de se dedicarem a cumprir tão formidável tarefa. Sob a vista dos sucessores do fundador do Império Persa, os muros e o Templo de -Jerusalém foram reconstruídos em tempo re­corde. O diligente Zorobabel, o destemido Neemias, o eru­dita Esdras e o judicioso sumo sacerdote Josué, contaram com o respaldo da monarquia persa, no santo cumprimen­to de seus deveres.

Ciro mostrou-se tão liberal que, inclusive, devolveu aos líderes judaicos parte dos tesouros do Templo levados a Babilônia por Nabucodonosor. Atrás da generosidade persa, contudo, estava a potente mão de Deus!

No tempo da rainha Ester, mulher do poderoso Assue-ro, vemos, uma vez mais, o Senhor usar o poderio persa em favor de seu povo. Não obstante as maquinações de Hamà. o Deus de Abraão, Isaque e Jacó forçou o soberano persa a ver com simpatia a causa dos exilados judeus. For inter­médio da belíssima prima de Mardoqueu, o Todo-poderoso intervém em favor da nação judaica e concede-lhe grande livramento.

O ministério de Ester é tão glorioso que, ao interceder, junto ao seu esposo, pela vida de seu povo, estava preser­vando, indiretamente, a existência do Salvador. Fossem os judeus aniquilados pelo diabólico Hamã e toda a ancestralidade de Cristo extinguir-se-ia nos limites do Império Per­sa.

IV – FIM DO IMPÉRIO PERSA
Ruínas de Persépolis
O Império Persa resplandecia no Oriente. No Ociden­te, enquanto isso, a Grécia começa a desenvolver-se e a tor­nar mais marcante a sua presença no concerto das nações. Delineava-se, dessa maneira, o fim do imperialismo persa. Quão exatas mostravam-se as profecias de Daniel! Segun­do ele predissera, a Grécia substituiria a Pérsia no coman­do político daquela época. E, caberia a um intrépido macedônio a glória de pôr término à expansão medo-persa.


Referências Bíblicas:
- II Reis - II Crônicas - Isaías - Jeremias - Ezequiel -Daniel -Oséias - Joel - Amos - Obadias - Miquéias -Naum - Habacuque - Sofonias - Ageu - Zacarias - Malaquias - Esdras - Neemias - Rute e Ester

Fontes: Bíblia, AdventismoemFoco e MagnusNascimento.Wordpress
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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

3 - BABILÔNIA

7 POTÊNCIAS MUNDIAIS DESCRITAS NA BÍBLIA (SÉRIE)


LOCALIZADA numa planície fértil uns 80 quilômetros ao sul da atual Bagdá, a antiga Babilônia era uma cidade muito impressionante. Com imponentes muralhas duplas e cercada por um fosso, parecia impossível invadi-la. Era famosa por seus jardins suspensos e templos majestosos com suas torres. Sem dúvida, foi uma das cidades mais grandiosas da antiguidade.

Na Bíblia, ela é chamada de “Senhora de Reinos” e era a capital da terceira potência mundial da história bíblica. (Isaías 47:5) Assim como as duas potências anteriores, o Egito e a Assíria, o Império Babilônico desempenhou um papel importante na história bíblica, tornando possível comparar o que as Escrituras dizem sobre ela com o que fontes seculares afirmam.

- História confiável

Belsazar filho de Nabonido
O livro bíblico de Daniel conta que um homem chamado Belsazar foi rei em Babilônia. (Daniel 5:1) No entanto, algumas fontes seculares diziam que Belsazar, embora poderoso, nunca tinha sido rei. Será que a Bíblia estava errada? Arqueólogos descobriram vários cilindros de argila nas ruínas de Ur, na Mesopotâmia. A inscrição cuneiforme em um dos cilindros incluía uma oração feita pelo rei babilônio Nabonido a favor de “Bel-sar-ussur [também conhecido como Belsazar], meu filho mais velho”. Descobertas posteriores confirmaram que Belsazar tinha “atuado como regente durante mais da metade do reinado de seu pai”, diz o New Bible Dictionary, “nesse tempo ele tinha basicamente a mesma autoridade que o rei”.


A História também mostra que a antiga Babilônia era uma cidade muito religiosa, repleta de astrologia e adivinhação. Por exemplo, Ezequiel 21:21 diz que o rei de Babilônia recorreu à adivinhação para decidir se atacaria Jerusalém. O rei “examinou o fígado”, diz a Bíblia. Por que o fígado? Os babilônios usavam esse órgão de animais sacrificados em busca de presságios, ou predições. Segundo o livro Mesopotamian Astrology (Astrologia Mesopotâmica), arqueólogos encontraram em apenas um local na antiga Babilônia “32 fígados [de argila], todos eles contendo inscrições” de presságios.
 
- Profecias confiáveis
Como você reagiria se alguém lhe dissesse que uma grande capital — como Pequim, Moscou ou Washington, DC — se tornaria um lugar devastado e desabitado? Você teria todos os motivos para duvidar. Mas foi isso que aconteceu com a antiga Babilônia. Com uns 200 anos de antecedência, por volta de 732 AEC, Deus inspirou o profeta hebreu Isaías a registrar uma profecia sobre o fim da poderosa Babilônia. Ele escreveu: “Babilônia, ornato dos reinos, . . . terá de tornar-se como quando Deus derrubou Sodoma e Gomorra. Nunca mais será habitada, nem residirá ela por geração após geração.” — Isaías 13:19, 20.

Mas por que Deus profetizaria a destruição de Babilônia? Em 607 AEC, os exércitos babilônicos destruíram Jerusalém e levaram os sobreviventes a Babilônia, onde receberam um tratamento cruel. (Salmo 137:8, 9) Deus predisse que seu povo teria de suportar esse tipo de tratamento por 70 anos em consequência de suas ações ruins. Depois desse período, Deus os libertaria e permitiria que voltassem à sua terra natal. — Jeremias 25:11; 29:10.

Em cumprimento da Palavra profética de Deus, a cidade de Babilônia, que parecia invencível, foi derrotada pelos exércitos medo-persas em 539 AEC — justamente quando o exílio de 70 anos de Judá estava para terminar. Com o tempo, Babilônia se tornou um monte de ruínas — exatamente como havia sido profetizado. Nenhum humano poderia predizer uma façanha assim. Sem dúvida, a capacidade de profetizar, ou predizer o futuro, deixa bem claro que nenhum deus se compara ao Autor da Bíblia: o Deus verdadeiro, O Senhor. — Isaías 46:9, 10.


- A PROFECIA DIZIA O NOME
Uma das profecias mais impressionantes sobre a queda de Babilônia está relacionada ao homem que a conquistou, o Rei Ciro, da Pérsia. Quase dois séculos antes de Ciro assumir o trono, Deus o mencionou por nome e predisse que ele seria o conquistador de Babilônia.
Falando sobre a futura conquista de Ciro, Isaías foi inspirado a escrever: “Assim disse Deus ao seu ungido, a Ciro, cuja direita tomei para sujeitar diante dele nações, . . . para abrir diante dele as portas duplas, de modo que nem mesmo os portões se fecharão.” Deus também predisse que o rio Eufrates ‘teria de secar-se’. — Isaías 45:1-3; Jeremias 50:38.

Os historiadores gregos Heródoto e Xenofonte confirmam o cumprimento dessa profecia surpreendente. Eles revelam que Ciro desviou o rio Eufrates, baixando o nível da água. Os exércitos de Ciro obtiveram assim acesso à cidade através de seus portões, que haviam sido deixados abertos. Conforme predito, a poderosa Babilônia caiu “repentinamente”, em uma noite. — Jeremias 51:8.

- Uma esperança confiável
Outra profecia está tendo um cumprimento incrível em nossos dias. A profecia tem a ver com o antigo Rei Nabucodonosor de Babilônia e um sonho que ele teve sobre uma estátua gigantesca. O corpo estava dividido em cinco partes: cabeça, peito e braços, ventre e coxas, pernas e pés — cada uma delas formada de um material diferente. (Daniel 2:31-33) Essas partes representavam uma sucessão de governos, ou reinos, que começou com Babilônia e continua até a Potência Mundial Anglo-Americana, a sétima da história bíblica. — Daniel 2:36-41.

Daniel 6 (Bíblia)

Daniel revela que houve uma mudança significativa no material dos pés da estátua. Como assim? Em vez de metal puro, os pés eram formados por uma mistura de ferro e argila úmida. Explicando seu significado, Daniel disse a Nabucodonosor: “Quanto ao que viste o ferro misturado com argila úmida, virão a estar misturados com a descendência da humanidade; porém, não mostrarão estar apegados um ao outro, do mesmo modo como o ferro não se mistura com argila modelada.” (Daniel 2:43) A mistura de ferro e argila resulta numa combinação frágil; não há como ficarem “apegados um ao outro”. É impressionante a exatidão dessa descrição sobre o mundo politicamente dividido de hoje.

Daniel também revelou outro acontecimento significativo. Em seu sonho, o Rei Nabucodonosor viu uma pedra que foi cortada de um grande monte. Essa pedra foi erguida e “golpeou a estátua nos seus pés de ferro e de argila modelada, e os esmiuçou”. (Daniel 2:34) O que isso significa? O próprio Daniel responde: “Nos dias daqueles reis [durante o período da última potência mundial] o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” (Daniel 2:44) Essa profecia apontava para um Reino diferente de qualquer outro governo conhecido pela humanidade. Seu Rei é Jesus Cristo, o Messias. Conforme mencionado nos artigos anteriores desta série, Jesus esmiuçará, ou seja, destruirá completamente a Satanás e todos os seus seguidores, tanto humanos como espirituais, trazendo assim paz e harmonia universal. — 1 Coríntios 15:25.

Fonte: JW e AdventismoemFoco
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2 - ASSÍRIA

7 POTÊNCIAS MUNDIAIS DESCRITAS NA BÍBLIA (SÉRIE)

 
É PROVÁVEL que a simples menção do nome Assíria deixasse as pessoas no Oriente Médio antigo apavoradas. Segundo o livro bíblico de Jonas, quando esse profeta recebeu uma designação de Deus para pregar uma mensagem de julgamento na capital assíria, Nínive, ele fugiu na direção oposta. (Jonas 1:1-3) Ele talvez tenha agido assim por causa da terrível reputação que os assírios tinham.

- História confiável
O profeta bíblico Naum descreveu Nínive como “guarida dos leões” e “cidade de derramamento de sangue”. Ele acrescentou: “A presa não se afasta! Há o som do chicote e o ruído do sacolejo da roda, e o cavalo galopante e o carro saltante. O cavaleiro montado, e a chama da espada, e o raio da lança, e a multidão dos que foram mortos, e a massa pesada de cadáveres; e não há fim de corpos mortos. Estão tropeçando entre os seus corpos mortos.” (Naum 2:11; 3:1-3) Será que os registros históricos apoiam a descrição bíblica da Assíria antiga?

O livro Light From the Ancient Past (Luz do Passado Remoto) chama a Assíria de “implacável máquina de guerra cuja intimidação proposital era o terror de seus inimigos”. O trecho a seguir são as palavras de um rei assírio, , se vangloriando do tratamento que dava aos que se opunham a ele:
-Relevo em pedra encontrado que mostra prisioneiros sendo esfolados vivos retrata bem como os Assírios tratavam seus inimigos

Arqueologia Assíria

“Construí um pilar em frente do portão de sua cidade e esfolei todos os chefes que se haviam revoltado, e recobri o pilar com sua pele; a alguns emparedei dentro do pilar, a alguns empalei em estacas sobre o pilar, . . . e cortei os membros dos oficiais, dos oficiais reais que se haviam rebelado. . . . A muitos cativos dentre eles queimei no fogo, e a muitos levei como cativos vivos.” Quando arqueólogos escavaram palácios reais da Assíria, encontraram as paredes decoradas com cenas do horrível tratamento que era infligido aos cativos.

- Profecias confiáveis
Cerca de cem anos antes da queda do Império Assírio, Isaías disse que Deus chamaria esses conquistadores orgulhosos para prestar contas pelo modo insolente como haviam tratado seu povo. “Ajustarei contas pelos frutos da insolência do coração do rei da Assíria e pela vanglória do seu enaltecimento de olhos”, disse Deus. (Isaías 10:12) Além disso, Naum, profeta de Deus, predisse que Nínive seria saqueada, seus portões ficariam abertos para os inimigos e seus guardas fugiriam. (Naum 2:8, 9; 3:7, 13, 17, 19) O profeta bíblico Sofonias escreveu que a cidade se tornaria “um baldio desolado”. — Sofonias 2:13-15.

Essas profecias de destruição se cumpriram em 632 AEC. Foi nesse ano que Nínive foi derrotada pelas forças combinadas dos babilônios e dos medos, trazendo um fim humilhante ao Império Assírio. Uma crônica babilônica sobre esse acontecimento diz que os conquistadores “levaram o grande despojo da cidade e do templo” e transformaram Nínive “num montão de ruínas”. Hoje, o lugar desolado onde ficava Nínive é marcado por pilhas de ruínas na margem leste do rio Tigre, do outro lado da cidade de Mossul, no Iraque.

A destruição da Assíria também contribuiu para o cumprimento de outra profecia bíblica. Antes, no ano 740 AEC, a Assíria levou o reino de dez tribos ao exílio. Por volta dessa mesma época, Isaías, profeta de Deus, predisse que Deus iria “destroçar o assírio”, “calcá-lo” e trazer Israel de volta à sua terra natal. Isaías escreveu: “O restante do seu povo, que remanescerá da Assíria . . . , [Deus] reunirá.” Foi exatamente isso o que aconteceu — cerca de 200 anos mais tarde! — Isaías 11:11, 12; 14:25.

Império Assírio Antigamente

- Uma promessa confiável
Muito antes da queda da cidade de Nínive, enquanto seus reis ainda aterrorizavam seus inimigos, Isaías predisse o aparecimento de um tipo de governante que seria totalmente diferente. Ele escreveu: “Um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o domínio principesco virá a estar sobre o seu ombro. E será chamado . . . Príncipe da Paz. Da abundância do domínio principesco e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer firmemente e para o amparar por meio do juízo e por meio da justiça, desde agora e por tempo indefinido. O próprio zelo do Senhor dos exércitos fará isso.” — Isaías 9:6, 7.

O governo do “Príncipe da Paz”, Jesus Cristo, abrangerá a Terra inteira. O Salmo 72:7, 8 promete: “Nos seus dias florescerá o justo e a abundância de paz até que não haja mais lua. E terá súditos de mar a mar e desde o Rio [Eufrates] até os confins da terra.”

Por meio desse poderoso “Príncipe da Paz”, Deus vai cumprir a promessa registrada no Salmo 46:8, 9: “Vinde, observai as atividades do Senhor, como ele tem posto eventos assombrosos na terra. Ele faz cessar as guerras até a extremidade da terra. Destroça o arco e retalha a lança; as carroças ele queima no fogo.”

Por causa da exatidão de sua história e de suas profecias, a Bíblia é um livro incomparável. Isso mostra aos que procuram sinceramente a verdade que a Bíblia é mesmo um livro que merece a nossa confiança. No próximo artigo desta série, consideraremos a Babilônia antiga, capital do terceiro grande império da história bíblica.


Fonte: JW e ArqueologiaAdventista
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domingo, 1 de maio de 2016

1 - EGITO

7 POTÊNCIAS MUNDIAIS DESCRITAS NA BÍBLIA (SÉRIE)




FAMOSO por suas pirâmides e pelo rio Nilo, o Egito foi a primeira potência mundial da história bíblica. Sob seu domínio foi formada a nação de Israel. Moisés, que escreveu os cinco primeiros livros da Bíblia, nasceu e foi educado no Egito. Será que a arqueologia e a História confirmam o que Moisés escreveu sobre aquela antiga nação? Analise alguns exemplos.

SOBRE OS EGíPCIOS

Tutmés III, (menkheperu-re)
1457-1425 a.c.
- Títulos e termos.
A evidência de exatidão histórica costuma ser revelada nos detalhes: costumes, etiqueta, nomes e títulos de funcionários, e assim por diante. Como os dois primeiros livros da Bíblia, Gênesis e Êxodo, se saem nesse sentido? A respeito da narrativa de Gênesis sobre José — um dos filhos do patriarca Jacó — e do livro bíblico de Êxodo, J. Garrow Duncan diz em seu livro New Light on Hebrew Origins (Nova Luz sobre as Origens Hebraicas): “[O escritor bíblico] estava bem familiarizado com o idioma, os costumes, as crenças, a vida na corte, a etiqueta e a burocracia do Egito.” Ele acrescenta: “[O escritor] utiliza o título vigente correto, exatamente conforme era usado no período mencionado. . . . Duncan também diz: “Quando [o escritor] descreve os personagens na presença do Faraó, ele os retrata seguindo a devida etiqueta da corte e usando o linguajar apropriado.”

- Fabricação de tijolos.
Durante o período de escravidão no Egito, os israelitas faziam tijolos de barro misturado com palha, que servia para dar liga. (Êxodo 1:14; 5:6-18) * Alguns anos atrás, o livro Ancient Egyptian Materials and Industries (Materiais e Indústrias do Egito Antigo) dizia: “Poucos países têm fabricado mais tijolos do que o Egito, onde tijolos secos ao sol continuam sendo, como sempre foram, o material de construção típico do país.” O livro também menciona “a prática egípcia de usar palha para fazer tijolos”, confirmando assim esse detalhe adicional registrado na Bíblia.

- Aparência pessoal
Os homens hebreus da antiguidade usavam barba. Mas a Bíblia diz que José se barbeou antes de comparecer perante Faraó. (Gênesis 41:14) Por que ele fez isso? Em respeito à etiqueta e aos costumes egípcios, que consideravam pelos no rosto um sinal de impureza. “[Os egípcios] se orgulhavam de não ter barba”, comenta o livro Everyday Life in Ancient Egypt (O Cotidiano no Egito Antigo). De fato, estojos com lâminas, pinças e espelhos foram encontrados em túmulos. Fica claro que Moisés era um cronista meticuloso. O mesmo pode ser dito de outros escritores bíblicos que documentaram eventos relacionados ao Egito antigo.

- Negócios
Jeremias, que escreveu os dois livros dos Reis, deu detalhes sobre o comércio de cavalos e carros entre o Rei Salomão e os egípcios e hititas. A Bíblia diz que um carro custava “seiscentas moedas de prata e um cavalo . . . cento e cinquenta”, ou seja, 25% do preço de um carro. — 1 Reis 10:29.

Segundo o livro Archaeology and the Religion of Israel (Arqueologia e a Religião de Israel), o historiador grego Heródoto e descobertas arqueológicas confirmam que existia um comércio intenso de cavalos e carros durante o reinado de Salomão. De fato, “havia uma taxa de câmbio estabelecida de quatro . . . cavalos para um carro egípcio”, diz o livro, comprovando os valores mencionados na Bíblia.

- Guerras
Jeremias e Esdras também mencionam a invasão de Judá pelo Faraó Sisaque, dizendo especificamente que isso ocorreu “no quinto ano do Rei Roboão [de Judá]”, ou seja, em 993 AEC. (1 Reis 14:25-28; 2 Crônicas 12:1-12) (Veja mais sobre isso em outros posts da Página)

- Profecias confiáveis
Somente Deus, o Autor da Bíblia, pode prever o futuro com precisão. Note, por exemplo, o que ele inspirou Jeremias a predizer sobre duas cidades egípcias: Mênfis e Tebas. Mênfis, ou Nofe, foi no passado um destacado centro comercial, político e religioso. Mesmo assim, Deus disse: “A própria Nofe tornar-se-á mero assombro e será realmente incendiada, de modo a ficar sem habitante.” (Jeremias 46:19) E foi isso mesmo que aconteceu. O livro In the Steps of Moses the Lawgiver (Nos Passos de Moisés — o Legislador) diz que “as ruínas gigantescas de Mênfis” foram saqueadas por conquistadores árabes, que usaram os destroços em suas construções. Ele acrescenta que hoje “dentro do perímetro da cidade antiga não sobressai nenhuma pedra acima do solo escuro”.

Tebas, antes chamada Nô-Amom ou apenas Nô, e seus deuses inúteis tiveram um fim similar. Sobre essa cidade, que havia sido capital do Egito e o principal centro de adoração do deus Amom, Deus disse: “Eis que volto a minha atenção para Amom . . . e para Faraó, e para o Egito, e para os seus deuses . . . E vou entregá-los. . . na mão de Nabucodorosor, rei de Babilônia.” (Jeremias 46:25, 26) Conforme profetizado, esse rei babilônio conquistou o Egito e a importante cidade de Nô-Amom. Em 525 AEC, a cidade sofreu outro ataque, dessa vez às mãos do rei persa Cambises II. Daí em diante, sua decadência foi constante até que por fim foi completamente destruída pelos romanos. Sem dúvida, por causa de suas profecias exatas, a Bíblia é um livro incomparável. Isso nos dá confiança de que suas predições sobre o nosso futuro também se cumprirão.

- Uma esperança confiável
A primeira profecia registrada na Bíblia foi escrita por Moisés na época em que o Egito era a potência mundial. * Ela está em Gênesis 3:15 e declara que Deus produziria um “descendente” que esmagaria Satanás e seu “descendente”, isto é, todos os que seguem os modos perversos do Diabo. (João 8:44; 1 João 3:8) Com o tempo, ficou provado que a parte principal do “descendente” de Deus era o Messias, Jesus Cristo. — Lucas 2:9-14.

O reinado de Cristo abrangerá a Terra inteira, e ele removerá dela toda a maldade e os opressivos governos humanos. Nunca mais ‘homem dominará homem para seu prejuízo’. (Eclesiastes 8:9) Além disso, igual a Josué, que liderou Israel até a Terra Prometida, Jesus conduzirá em segurança “uma grande multidão” de humanos fiéis a uma “Terra Prometida” sem comparação — uma Terra purificada que será transformada num paraíso global. — Revelação (Apocalipse) 7:9, 10, 14, 17; Lucas 23:43.

Essa esperança maravilhosa nos lembra de outra profecia registrada na época do Egito antigo. Ela está em Jó 33:24, 25 e diz que Deus libertará os humanos até mesmo da “cova”, ou sepultura, por meio da ressurreição. Assim, além dos que serão poupados da futura destruição dos perversos, muitos milhões que já morreram voltarão a viver com a perspectiva de vida eterna no Paraíso na Terra. (Atos 24:15) “A tenda de Deus está com a humanidade”, diz Revelação 21:3, 4. “[Ele] enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor.”

Profecias e história confiáveis — esse assunto continuará sendo analisado no próximo artigo desta série, que se concentrará na Assíria antiga, a potência mundial que sucedeu o Egito.

7 POTÊNCIAS MUNDIAIS DESCRITAS NA BÍBLIA (SÉRIE)


A Bíblia foi escrita num período de cerca de 1.600 anos. Sua história e profecias estão relacionadas a sete potências mundiais: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grego/ Macedônico, Roma e, por último, a Anglo-Americana. Cada uma delas será considerada numa série de sete artigos descritos na página.

Qual o objetivo? Mostrar que a Bíblia altamente confiável e também inspirada por Deus e contém uma mensagem de esperança para todos os que nela creem.


Fonte: JW e Adventismoemfoco

RELATOS PERSAS EM VERSOS DE NABONIDO



Como Daniel pôde dizer que o último rei da Babilônia foi Belsazar, se os registros tido diziam que foi Nabonido?


PROBLEMA:
Daniel 5 registra a queda da Babilônia e identifica o rei babilônico como Belsazar. Entretanto, nem historiadores gregos nem babilônicos registram a existência de tal pessoa. Na verdade, historiadores antigos relatam que o último rei do império babilônico foi Nabonido. Então o registro de Daniel está errado?

SOLUÇÃO: Essa discussão entre os historiadores se arrastou por anos até que o registro histórico sobre Belsazar feito por Daniel foi recentemente confirmado por uma evidência arqueológica. Nabonido foi rei da Babilônia de 556 a 539 a.C. Entretanto, de acordo com um documento em escrita cuneiforme, conhecido como "Relato Persa em Versos de Nabonido", no terceiro ano do seu reinado, por volta de 553 a.C, Nabonido deixou a Babilônia, numa longa viagem, deixando o governo nas mãos de seu filho primogênito, Belsazar. Quando Ciro derrotou a Babilônia, Nabonido achava-se em Tema, no norte da Arábia. Como Belsazar era subordinado a Nabonido, o seu nome foi esquecido, porque os historiadores antigos, tanto babilônicos como gregos, referiam-se aos reinados oficialmente constituídos. O registro de Daniel foi assim comprovado como sendo surpreendentemente preciso.

Existem textos que nos dão certeza de quem foi Belsazar, são os textos cuneiformes de seu pai, Nabonido:

"E no coração de Belsazar, meu filho primogênito, rebento das minhas entranhas, põe o temor da tua augusta divindade, para que ele não cometa nenhum pecado e para que tenha o suficiente da plenitude da vida".

Aqui se torna evidente que Belsazar era príncipe herdeiro, portanto o segundo homem da Babilônia. Sendo Belsazar o segundo homem da Babilônia, claramente se justifica o fato dele ter oferecido o terceiro posto de seu reino para quem decifrasse a inscrição na parede (Dan. 5:7). Outro detalhe que precisamos nos ater é que todas as narrativas bíblicas tem as suas razões de ser por conter a Palavra de Deus, que por sua vez, sempre apresentará a verdade dos fatos como eles realmente foram e são, ainda que não comprovados historicamente. Deus jamais permitiria que algo grotesco e enganoso estivesse presente em sua Palavra.



Fontes Pesquisadas:
  • GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
  • KELLER, Werner. E a Bíblia Tinha Razão: 18ª ed.: São Paulo: Melhoramentos. 1992.

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OBELISCO NEGRO DE SALMANASAR III


Uma das maiores descobertas da arqueologia bíblica da Humanidade, mostra o então, só relatado na Bíblia, rei Jeú de Israel se prostrando perante um rei Assírio, a Bíblia diz que Jeú não foi bem ao olhos de Deus durante seu reinado, confira.


"Corria o ano de 1845. Era um inverno rigoroso. Diversos homens trabalhavam em Calah (antiga Ninrode) sob a supervisão do arqueólogo britânico Henry Layard. Devido ao frio intenso e ao solo duro, ficava cada vez mais difícil escavar. Para complicar a situação, o dinheiro que financiava a escavação estava acabando!

Layard pediu para seus homens trabalharem apenas mais um dia. Minutos depois de eles terem voltado às escavações, todo esforço foi recompensado. Eles fizeram uma das descobertas mais importantes da arqueologia bíblica! Trata-se do Obelisco* Negro de Salmanasar III, rei assírio que reinou entre os anos 858 até 824 a.C.

Os especialistas em escrita cuneiforme começaram então a traduzir as quase 200 linhas de textos desse rei. Elas falavam de vários governantes de diversos lugares que haviam presenteado Salmanasar III e lhe prestado homenagem, prostrando-se diante dele.

Vários nomes bem diferentes dos nossos estavam no texto: Marduk-apil-usur, rei de Suhi, Qalparunda, rei de Patin, Jeú, rei de Israel… Rei de Israel? Sim, o obelisco encontrado por Layard continha o nome de um rei de Israel que a Bíblia também menciona. E, para surpresa geral, havia uma “foto”, um relevo de Jeú ajoelhado diante do monarca assírio!

O texto, que está logo após o relevo do personagem bíblico, diz: “Tributo de Jeú, filho de Omri. Prata, ouro, vasos de prata… cetros para a mão do rei [e] dardos, [Salmanasar] recebeu dele.” O rei de Israel não deveria reverenciar um ser humano, já que essa é uma prática que a própria Bíblia condena (Êx 20:3). Só essa informação já nos basta para descobrir que Jeú não era um bom servo de Deus. A Bíblia diz que ele “não teve o cuidado de andar de todo o coração na lei do Senhor, Deus de Israel” (2Rs 10:31).

Hoje, o Obelisco Negro de Salmanasar III pode ser visto no Museu Britânico, em Londres. Provavelmente, Jeú nem imaginava que sua atitude errada seria registrada numa “foto” e que ela seria guardada para a posteridade! É por isso que devemos cuidar das nossas atitudes. Nosso caráter é revelado justamente em momentos em que pensamos que ninguém está nos vendo."


(Luiz Gustavo S. Assis é formado em Teologia e é capelão do Colégio Adventista de Esteio, RS)


Fonte: prfernandocdias
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